sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eu realmente estive poucas vezes tão feliz assim! É como se tudo estivesse lindo, o sol não brilha intensamente lá fora mas brilha intensamente aqui dentro de mim, como uma luz que me domina por dentro e me faz estar com essa alegria sublime.
Não me importa mais nada, só o que sei é que hoje, estou feliz, com uma imensa vontade de dançar pelas ruas e sacolejar aqueles que se lamentam e dizer pra eles: acorda! você está deixando de viver!
Só o que sei é que estou bem, com a imensa certeza de que eu estou enfim...
LIVRE!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hoje tinha tudo pra ser perfeito. E de fato foi. Por um tempo...
Mas a perfeição eh apenas um devaneio louco..
Assim, meu sonho se dissolveu numa nuvem de fumaça assim como tudo q eu havia construido..
A chuva lavou meu corpo, mas naum minha alma.. enquanto os pingos corriam pelo meu corpo minha mente fora lançada num frio glacial..
afinal eh isso q as mentiras fazem..elas destroem aquilo q temos dentro de nós..
Agora eu sei... infelizmente eh tarde demais..

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Onde está minha razão?
Estou certa? Sim ou não?
Não sei mais minha direção,
Voei sem sair do chão.

Se seus olhos são minha perdição
O que vai ser de mim, então?
Cabe a ti libertar tal paixão
Pois sei: já é teu meu coração.

O amor...

Amor, grande emoção
Como conter tanta paixão?
Não posso querer-te em vão
Isso não pode ser uma ilusão

Não sei dizer o porquê
Nem o que gosto em você
Se só teus olhos, teu sorrido
Você é a visão do paraíso

Estou aqui, fria madrugada
Sonhando ser sua amada
Não posso me enganar
Mas sei: ainda vou te amar!

Que é amor?

Que é amor
Tamanho fulgor
Tamanho calor

Tal ironia
Tamanha alegria,
Vira água fria

Que é amor
Fulgor, calor
Há de ser dor?

Tamanha magia
Que eu só sentia
Quando você sorria.

Ah, amor

Ah, amor, que sublime poder
Você pode em ti mesmo ter?
Para controlar meu coração
Para me fazer perder a razão

Ah, amor, me trouxe a felicidade
Ao me mostrar a tua graciosidade
Um toque dele me faz delirar
Como posso isso tudo apagar?

Ele está em mim, posso sentir
Sempre que estou a sorrir
Ele está a me acompanhar
E se eu chorar, a me consolar.

Seu beijo tão suave, sutil
Oh, meu doce amor tão gentil
Fique comigo, venha me salvar
Porque, hoje, só o que quero é te amar.






Meu doce Cupido

Oh, meu doce cupido,
Das flechas que construiu
Será que uma delas já me feriu?
Será esse tal sentido?

Você já me afetou
Teu lábio tocou o meu
E o meu coração que se perdeu
Será que se apaixonou?

Oh, me bem, não posso não lembrar,
Mas o que posso fazer
Se não controlei meu querer?
Então só cabe a ti me guiar.

Por quê?

Por que você consegue me confundir?
Será que espera me ver desistir?
Desistir de vez, me entregar
Nessa dor, enfim, me afundar.

Seria tão mais fácil esquecer
Cada sorriso, cada lagrima a escorrer
Eu sei, você nada me prometeu
Mas disse me amar, já esqueceu?

Seria mais fácil sem te ouvir
Agora mesmo eu poder seguir?
Por que você me fez sofrer?
Eu já não consigo entender.

Meu coração, hoje, sem direção
Segue triste por aí, em vão
Buscando de vez te apagar
Para poder seguir sem chorar.

Por que tinha que acabar?
Foi só um sonho, hora de acordar
E eu tenho que te esquecer
Pra seguir em paz, renascer!

E agora?

O que posso fazer
Se não consigo esquecer
Se não controlei meu querer
Agora só resta me perder.

Sim, quero me perder
Para me encontrar em você
De novo, em teus braços, num beijo
Para reacender meu desejo.

Oh, seu toque em mim
Me deixou assim
Não peça que eu te esqueça
Você não sai da minha cabeça.

Sei que foi só um momento
Mas não me deixe nesse alento
Não sei o que sinto por você
Então me permita entender.

Não entendo meu coração
Me ajude agora, me dê a mão
Não me deixe me perder
Por favor, me ensine a viver!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A moça e a névoa

Olhou a janela mais uma vez...Era a terceira vez em quinze minutos. Mas dessa vez deixou-se permanecer.
Observava o horizonte, a nevoa seca que surgia diante dos seus olhos, embaçando o vidro da janela de seu quarto. Olhava aquela nevoa densa..queria perder-se nela.
Porque pela primeira vez em muito tempo queria sentir-se livre. As ultimas semanas haviam sido muito dificeis.
Vira, diante de seus proprios olhos, sua vida desabando. Parecia incrivel que tudo havia acontecido em duas semanas.
Fazia duas semanas que ele havia partido em uma viagem para a Europa. Viagem a negocios, precisava resolver algumas coisas antes do csamento.
Finalmente iriam se casar, depois de três longos anos de namoro...Se conheciam a pelo menos o dobro do tempo. E agora iam se tornar um só. Esperavam a resposta da Igreja quanto a data, eles não haviam feito exigencias, só queriam que fosse ainda naquele mês.
Havia ido ao aeroporto deixá-lo. Um sorriso, um beijo e uma promessa de voltar logo. O mundo lhes pertencia.
Duas semanas depois, o telefonema. Um acidente..O avião dele havia caido..Sem sobreviventes.
Algumas lagrimas brotaram-lhe nos olhos. Viera entregar uma carta. Abriu o envelope enquanto enxugava as lágrimas que lhe escorriam pela face. Era a resposta da Igreja, 23 de fevereiro..
Olhou mais uma vez a janela, abriu o vidro, olhou fixamente a névoa. Mergulhou na névoa, a mesma que havia tragado seu amor. Mergulhou para a morte.
Uma morte doce...Morrer de amor!