quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Versos Impossíveis

Quero usar teus lábios
Para fazê-los mãos de anjos
E chegar aos céus contigo
Porem não quero estrelar como rei
Nem servir como fazem os lacaios

Espero estar-te teu
Pois meu sentimento não é feito de posses

Como um velho bardo
Talvez não queira chegar às estrelas
Apenas queira admirá-las
E ver que  em meu ser
Existe mais poder
Que qualquer lume estrelado

Mas de tão gracioso
O Destino torna-se cada dia mais invejoso
E insiste em atrapalhar minha felicidade
Sei que não deveria insistir
Mas ouço
De bocas mais inexperientes que as minhas
Frases que querem me dar a ilusão
De que ainda tenho chances

Será eu tolo por tais versos insanos?
Ou estarei certo com meus devaneios?
Como diría o poeta
"Só sei que nada sei"

Entretanto carrego uma certeza
Uma afirmativa que não se desprende de min' alma
O amor nunca é decidido
Tambem pode não ser o mais correto
Mas, mesmo assim
Consegue agarrar qualquer ser
E sufocá-lo

Porém existe uma solução para essa falta de ar
O mais tenro
O mais gracioso gesto
O beijo
Até mesmo
Os mais clichês dos atos
O ato de dizer eu te amo
Ou também o Acariciar dos dedos
Que vagam pelo rosto
Como o mais solitário dos viajantes
em busca de seu feliz objetivo
E quando o consegue
É a melhor das sensações possíveis

Em suma
Não há explicação
O amor é simplesmente amor
O que definimos são só meras ações
Mas o que conta de tão belo e inquietaste
Neste lindo, doce, infantil e maduro sentimento
É a capacidade de se envolver nele

( Por João Roberto)

Candice


Ah como me lembro
os lábios brincaram
As almas dançaram
Os corpos se perdiam e se engraçavam
De tanta felicidade

Como foi bom ser criança grande
como foi bom pedir
como foi bom permitir
como foi intenso o respeitar
como foi agradecido o meu coração


Minha voz embargava-se
Aquele hormônio
Pegara de jeito meu corpo
Ah minha voz
foi uma tenra mistura
era a meninice
era a maturidade
era meu romance
era a minha vontade
era meu nervosismo

De repente
a face lhe encho de belos beijos
min' alma se encheu de intensos sorrisos
Será que ela compreende?
Logo pensei
E me veio a resposta
E como me veio

Lembro-me que fechei meus encantados olhos
Mas no meio de tal benigno ato
abri-os
Foi o melhor que vi
vi aqueles olhos
Que pareciam entender os meus
Pareciam sentir algo tão intenso
Quanto as minhas sensação daquele momento

Nostos rostos se encontraram
Nossas almas
Eram perfeita simetria
Os anjos
me apareceram de tudo
Dali estremeci
Mas me acomodei
Queria continuar
E continuar
Mas a maldita da razão me acometeu
Só serve para meu mal

Como uma verdadeira mulher
Apoiou-se em meu peito
E como sabia se apoiar
Foi um eu te amo ao quadrado
Um beijo ao sêxtuplo
Um ar ofegante
Uma alegria duas vezes ao quíntuplo
Duas escolas de samba frenéticas
Que resultam em algo
Algo que nem Descartes conseguira decifrar
Pois ultrapassa a razão

Aqui não pude expressar tudo
Mas com estas boas lembranças
Encarnadas nestas singelas estrofes
Nem um terço do que senti naquela noite
Puderam expressar
Pois o que são letras perto do que senti
Amei o ato como aquela doce
Que me proporcionava o tal
Mas dos dois só o que tenho hoje
É uma vaga lembrança do que tive
De um dia em que meu sorriso reinava
E a felicidade parecia não findar-se 


( Por João Roberto)

O beijo ,The kiss, il bacio, le baiser


Lembro-me como se fosse ontem
Voce me aparecia
E a mais formosa
das roseiras
Tinha inveja de teu gracioso semblante

E como foi aquilo ?
Foi a minha noite
Tal como criança
Me encantei

Foi doce
Foi belo
Foi ar dos ceus
Foi algo indefinível

Foi o entralaçar de nossas almas
Foi o doce ato de duas eternas crianças
Foi o mais doce dos manjares de deuses
Foi o fim de minha tristeza
Foi o incio de uma alegria, uma boa lembrança

Não havia estrela
Que fosse páreo para teu brilho
E mesmo que não acredite
Ele ainda mora em meu coração

E ah! Aquela noite
Que hoje vaga iluminada
E sombria em meu peito
Daria tantas mais noites tão lindas
Por tal ato majestoso

Não quero apelações
Com estes singelos versos
Apenas mostrar
Que foste muito mais do que aquela noite
Mas que faria muito mais para tê-la de novo


( Por João Roberto)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pelo resto de sua vida

      Sentada, ali, em sua cadeira de balanço, começava a pensar em sua vida...
      Seus cabelos já haviam perdido a cor e, grisalhos, somavam-se ao branco de sua pele. Marcas em sua pele se faziam presentes, mostrando que o tempo já havia passado... Quanto tempo mesmo?
      Mas o que isso importava? Não via mais o tempo da mesma forma que via antes. Quando se é jovem não se pensa que um dia vai envelhecer, mas todos envelhecem.
      Chegara a um ponto que precisava descobrir: será que tudo que havia vivido valera?
      Imersa nesses pensamentos, deixou seu olhar vagar pela sala. Via quadros, imagens, objetos de decoração; tudo com extrema elegância. Exceto aquele objeto que repousava sobre a estante. Mas foi justo esse que seus olhos quiseram fitar. Deixou-se olhar longamente aquele objeto.
      Observava-o como quem admira uma obra-prima, notando cada detalhe. Desejava agora tocá-lo. Sim! Queria tocá-lo! Sentir aquele objeto na esperança que aquilo a fizesse voltar no tempo. Sem mais conter essa vontade, levantou-se com alguma dificuldade e lentamente caminhou até a estante e recolheu em seus braços o objeto de seu desejo, voltando ao repouso de sua cadeira.
       Tomada por intensa emoção, abraçou com força o objeto, enquanto lágrimas brotavam de seus olhos.
       Ah, seus olhos... Seu cabelo e pele provavam que o tempo havia passado, mas seus olhos não. Para eles, seu brilho não havia acabado e nenhum segundo havia se passado.
      Finalmente entendera, aquele momento ficaria pra sempre. Afrouxou o abraço apertado e olhou com ternura o objeto: um simples porta-retrato. Um porta retrato com a foto de um homem... O seu amor...
     Então entendeu que nunca o perdera, pois seu amor ainda queimava em seu peito.
     As lágrimas ainda escorriam em seu rosto... A vista começava a escurecer... A respiração ficava mais lenta... Simplesmente dormiu... Na esperança de em seus sonhos poder encontrar o seu amor.     

sábado, 21 de maio de 2011

Há muito tempo não escrevo... Não que me falte vontade... Não que eu tenha desistido do blog...
Fui eu acometida pelo mal da modernidade: a falta de tempo... Sim..o tempo.. Mal dos homens e meu!
No entanto, sei que não devo me deixar afetar por isso. É apenas uma questão de me reorganizar...
Assim sendo, em breve, haverei eu feito tudo aquilo que quero fazer!
Ao menos é o que eu espero...

sábado, 26 de março de 2011

E quando..

Quando lhe restar apenas chorar
serei o lenço que  enxuga suas lágrimas
Quando lhe restar apenas gritar
serei o brado em tua garganta

Quando precisar de tudo fugir
serei o caminho que lhe propicia fuga
E quando quiser apenas sorrir
serei aquilo que te faz achar graça

E mesmo quando não quiser nada
estarei contigo, dias, noites...
sem lhe cobrar nenhuma paga
além do prazer de lhe ver feliz.

terça-feira, 8 de março de 2011

O tempo.....




Um segundo, um momento, a eternidade..
Tanto faz, naum eh diferente
Soh esquece o tempo, sente!
A vida naum te dá tal liberdade..

A vida eh uma soh, apenas
Quem precisa de duas?
guarde as duvidas tao tuas..
e me deixe com minhas cenas!

Não tenho medo de uma vida
naum preciso dessa aflição!
sinta o pulsar do meu coração
e que soh essa vida seja ao menos VIVIDA!!!!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Não hei de ser...

Não hei de ser tão louca
a ponto de achar que o amor dura
Não hei de ser tão louca
a ponto de achar que vale alguma coisa minha loucura

Não hei de ser tão louca
a ponto de achar que tudo que eu vivi me valeu
Não hei de ser tão louca
a ponto de realçar minha propria loucura, que em mim se perdeu

Não hei de ser tão louca
a ponto de achar que tudo faz algum sentido
Não hei de ser tão louca
de querer sentir o que não dá pra ser sentido
o que apenas suspiro, o que apenas respiro

Não hei de ser tão louca
a ponto de pensar que vejo o futuro
profeta desse mundo caduco
Profeta do futuro que não há, que não existe
Futuro do mundo que se acaba

Não serei eu profeta desse mundo
Não serei eu a louca de anunciar o fim do mundo
Também não serei eu a louca de anunciar
a continuação das coisas que já tiveram fim

Não serei eu louca o bastante pra prosseguir
com um sonho que já acabou
Também não serei louca de sonhar
pois os sonhos se acabam quando se acorda

Mas sei que, mesmo com minha loucura e inexatidão
com minhas profecias que nem se cumprem
sei que permanecerei! Como o mar que sou
como a brisa que me anima
Permanecerei! Até que tudo se acabe..