quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Candice


Ah como me lembro
os lábios brincaram
As almas dançaram
Os corpos se perdiam e se engraçavam
De tanta felicidade

Como foi bom ser criança grande
como foi bom pedir
como foi bom permitir
como foi intenso o respeitar
como foi agradecido o meu coração


Minha voz embargava-se
Aquele hormônio
Pegara de jeito meu corpo
Ah minha voz
foi uma tenra mistura
era a meninice
era a maturidade
era meu romance
era a minha vontade
era meu nervosismo

De repente
a face lhe encho de belos beijos
min' alma se encheu de intensos sorrisos
Será que ela compreende?
Logo pensei
E me veio a resposta
E como me veio

Lembro-me que fechei meus encantados olhos
Mas no meio de tal benigno ato
abri-os
Foi o melhor que vi
vi aqueles olhos
Que pareciam entender os meus
Pareciam sentir algo tão intenso
Quanto as minhas sensação daquele momento

Nostos rostos se encontraram
Nossas almas
Eram perfeita simetria
Os anjos
me apareceram de tudo
Dali estremeci
Mas me acomodei
Queria continuar
E continuar
Mas a maldita da razão me acometeu
Só serve para meu mal

Como uma verdadeira mulher
Apoiou-se em meu peito
E como sabia se apoiar
Foi um eu te amo ao quadrado
Um beijo ao sêxtuplo
Um ar ofegante
Uma alegria duas vezes ao quíntuplo
Duas escolas de samba frenéticas
Que resultam em algo
Algo que nem Descartes conseguira decifrar
Pois ultrapassa a razão

Aqui não pude expressar tudo
Mas com estas boas lembranças
Encarnadas nestas singelas estrofes
Nem um terço do que senti naquela noite
Puderam expressar
Pois o que são letras perto do que senti
Amei o ato como aquela doce
Que me proporcionava o tal
Mas dos dois só o que tenho hoje
É uma vaga lembrança do que tive
De um dia em que meu sorriso reinava
E a felicidade parecia não findar-se 


( Por João Roberto)

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